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 XIII Semana de Estudos Clássicos da FEUSP:

Os outros, os mesmos: a alteridade no mundo antigo

25 a 29 de abril de 2016

 

 

 

 

Neste ano, o tema da Semana, evento de divulgação científica que ocorre na FEUSP desde 2002, será Os Outros, os Mesmos: a alteridade no mundo antigo. Queremos discutir a questão das diferenças. E o diferente, o diverso, é necessariamente um outro. Assim, perguntas se colocam: quem é esse outro? Como lidar com ele? (No caso dos antigos, como eles lidavam com o diferente?) De que modo esse outro colabora na constituição do que somos? Nesse sentido, o outro pode ser muitos: o estrangeiro, a mulher, o homem, a criança, o exilado - mas também aquele que na pátria vive como se no exílio - o louco, o miserável, o que vive à margem, o sem lugar, o que foge aos padrões. No plano da educação, entre tantas imagens, o outro pode ser o discípulo em relação ao mestre, o mestre em relação ao discípulo. Pode ser o estranhamento diante do que se aprende, a estranheza diante do que se é quando se ensina. Ainda, pode-se pensar o outro como a própria herança dos antigos: como toda herança, une quem a recebe e quem a lega. Que outro é esse que recebemos? O que diz sobre o que somos? E o que cala?

Discutir tais temas, pensando-os em suas conexões com a educação e com nosso tempo, é o propósito da Semana de 2016.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Segunda-feira, 25.04

 

14h - Abertura

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Belmira Bueno (Diretora da FE USP)

Flávia Schilling (Chefe do EDF FE USP)

 

14h30-16h30 – Conferência de Abertura

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Gilda Naécia Maciel de Barros (EDF FE USP)

 

Mediação: Alessandra Carbonero Lima (EDF FE USP) e Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio (EDF FE USP)

 

 

 

17h-19h - Mesa Temática – O Estrangeiro

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Daniel Rossi Nunes Lopes (DLCV FFLCH USP)

Gregos e Bárbaros: Alteridade e Identidade em Heródoto

Resumo: a presente comunicação pretende examinar de maneira crítica as noções de "grego" e "bárbaro" nas Histórias de Heródoto a partir da seleção de algumas passagens centrais da obra. O intuito principal é mostrar os diferentes níveis das relações de alteridade e identidade não apenas entre Gregos e Bárbaros, como também no interior de ambos os grupos, na medida em que congregam diferentes povos e/ou etnias cada qual com suas particularidades culturais e políticas.
 

Paulo Henrique Fernandes Silveira (EDM FE USP)

O mito grego do estrangeiro emancipador: Rancière e a atualização da igualdade

Resumo: em suas reflexões sobre a educação e a política, Rancière reconhece na lógica da emancipação uma heterologia. A presença do outro pode levar ao ódio contra aquele que denuncia o enrijecimento da ordem social ou à atualização da igualdade que estaria na sua origem.
 

Mediação: Waldir Cauvilla (EDF FE USP)

 

 

 

 

20h20-22h20 - Mesa Temática – A Mulher

(Sala 116 - Bloco B)

 

Adriane Duarte (DLCV FFLCH USP)

Que mulher é essa? Arquétipos do feminino na comédia grega

Resumo: pretendo mostrar como, apesar das diferenças que separam a experiência da mulher hoje da de uma grega do período clássico, a comédia aristofânica construiu um poderoso arquétipo do feminino através da personagem Lisístrata (Lisístrata, 411 a.C.). Lisístrata não só continua a povoar o imaginário atual como tem contribuído para o empoderamento de mulheres de perfis sociais e culturais diversos mundo afora.
 

 

Carol Martins da Rocha (Doutora UNICAMP)

Latebrosus locus: a meretriz e o discurso feminino na comédia paliata

Resumo: esta comunicação tratará de aspectos da caracterização da fala das mulheres na comédia paliata, gênero literário em que se inscrevem as peças dos comediógrafos Plauto (III-II a.C.) e Terêncio (II a.C.). Discutiremos alguns efeitos poéticos e dramáticos da construção do feminino no discurso ora das mulheres, ora sobre as mulheres. Além disso, observaremos a maneira como o erotismo ali caracteriza o discurso de um tipo de personagem específico, as meretrizes. Examinando passagens selecionadas de peças desses autores romanos, surpreende a atualidade de alguns dos temas ainda associados a mulheres no mundo atual.
 

Mediação: Alessandra Carbonero Lima (EDF FE USP)

 

 

20h20-22h20 - Mesa Temática – O Mestre e o Discípulo

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)

 

Isabella Tardin Cardoso (IEL UNICAMP)

Máscaras do tempo: uma reflexão sobre o ensino dos Estudos Clássicos

Resumo: em nossa conversa, pretendo colaborar para a reflexão sobre uma ambivalência incontornável que caracteriza as personae de mestre e de discípulo em Estudos Clássicos. Ao nos debruçarmos sobre textos e temas da Antiguidade, deparamo-nos com objetos de estudo que são, simultaneamente, marcados por seu tempo (a Antiguidade, seu caráter distante e efêmero), e por uma certa atemporalidade (donde sua sobrevivência como “clássicos”). Como já se apontou, também o estudioso de Letras Clássicas (ou de Ciências da Antiguidade em geral) – mesmo que profundamente envolvido com uma língua, um modo de pensar e de agir anacrônico e atemporal – não escapa, ainda assim, a seu próprio tempo. Uma questão que se impõe é de que modo a atividade de ensino, reconhecida como parte fundamental dentre suas tarefas, delineia um ou outro aspecto, sublinhando o que fica ou o que se vai, proximidades ou rupturas.

 

Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio (EDF FE USP)

O mestre que impede, o discípulo que insiste

Resumo: qual a tarefa do mestre? Criar problemas, não resolvê-los. E a tarefa do discípulo? Buscar a dificuldade,

não fugir dela. A proposta é conversarmos sobre essas idéias, a partir de algumas figuras da Antigüidade,

como Xenofonte e Diógenes, o Cínico.

 

 

Mediação: Maria da Graça Jacintho Setton (EDF FE USP)

 

 

 

 

 

 

Terça-feira, 26.04

 

10h-12h30 - Sessões de Comunicações Livres

 

 

 

14h-16h - Mesa Temática – O Exilado

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Cristiane Negreiros Abbud Ayoub (UFABC)

Pensar o mesmo e os outros em Agostinho: um exercício de descentramento e suas consequências.

Resumo: um dos maiores desafios para compreender a filosofia de Agostinho é o fato de sermos leitores de hoje, individualistas, autocentrados, cheios de certezas. Para compreender esse filósofo, que viveu há quase dois mil anos, precisamos mudar nosso modo de ler e de interpretar. Seu texto coloca o ser humano como questão (e não resposta para tudo) e como um ser em processo de busca (e não com uma identidade per-feita). Como os leitores são também humanos, cria-se uma situação em que seu texto passa a falar sobre o leitor, ou seja, o texto passa a interpretar o leitor. Assim, sua filosofia nos expõe  como buscadores de identidade ou, em outros termos, de pátria, do nosso lugar. Com efeito, para Agostinho, vivemos exteriorizados, como exilados, mas não de um país, e sim em função de nossa falta de introspecção e de uma "guerra" interior. Essa situação é grave, porque, nesse exílio existencial, buscamos a felicidade da "pátria interior" no exterior, ou seja, onde tal desejo não será satisfeito. Pior: dado que não temos como refrear nossa vontade, nem suprimi-la (pois sempre teremos vontade e a vontade nunca para de querer), quando vivemos dispersos na exterioridade, vivemos sem sanar as saudades que nos governam e resultamos desorientados e desejosos. Nessa desorientação, oferecemos e inventamos mais objetos que dispersam a vontade e vamos requintando nossos gostos. Desse modo, a vontade vai se acostumando com alegrias perversas e se habitua à falta de identidade; aprisionamo-nos no esquecimento de nós mesmos e à infelicidade que passamos a julgar "natural". Enfim, para Agostinho, é fundamental diagnosticar que a infelicidade humana ocorre porque se vive exilado, buscando a própria identidade (ou pátria) onde ela não pode ser encontrada. Em suma, essas são as linhas gerais do que iremos conversar, a partir dos textos de Agostinho.
 

 

Thiago Borges de Aguiar (UNIMEP)

Cartas distantes de um ganso em lugar nenhum ou reflexões sobre o pensamento exilado no século XV

Resumo: esta comunicação trata das modificações no pensamento de Jan Hus a partir do momento em que ele é exilado de Praga em função de oposições da hierarquia eclesiástica. Utilizamos essas modificações como chave de leitura de um pensamento exilado tcheco que se constitui no século XV e que culminará na constituição da didática alguns séculos depois.

 

Mediação: Jaime Cordeiro (EDM FE USP)

 

 

 

 

14h-16h - Mesa Temática – As Artes

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)

 

Mário Videira (ECA USP)

A Música na Antiguidade e a Música Contemporânea: um diálogo possível?

Resumo: baseando-nos em recentes estudos musicológicos, na escuta das obras, bem como no exame de

textos filosóficos selecionados, buscaremos compreender o papel da música na sociedade grega, não apenas

em seu aspecto técnico, mas também sob o ponto de vista de sua função ético-educativa. A partir daí, pretende-se

discutir alguns aspectos da música na contemporaneidade - tais como a questão da autonomia e da experimentação

na arte - de modo a tentar estabelecer um diálogo entre esses dois mundos, seus pontos de afastamento e

possíveis convergências.

 

Renata Cardoso Belleboni Rodrigues

A representação figurada do outro: a arte do oposto

Resumo: as imagens representadas em vasos, na arquitetura, nos armamentos e muitos outros suportes, mostravam aos gregos quem eles eram e quem eram os outros. O oposto do mortal e sua essência divina, selvagem e bárbara.
 

Mediação: Roni Cleber Dias Menezes (EDF FE USP)

 

 

 

16h20-18h20 - Minicursos e Oficinas

 

 

 

19h30-20h - Apresentação Musical

(Saguão Principal do 2º andar, Bloco B, FE USP)

 

Banda Trupicalhada (Graduandos USP)

O Trupicalhada é um projeto que reúne diversos músicos, em especial, instrumentistas, em torno de um movimento sonoro, com influências de variados estilos musicais, como o reggae, o jazz e o forró, entre outros, influências que marcarão a apresentação preparada para o evento. 

 

 

 

20h20-22h20 - Pensando com o Cinema 1

(Sala 116 - Bloco B)

 

Rogério de Almeida (EDA FE USP)

O Tempo Imaginado: concepções cinematográficas para o eterno retorno

Resumo: trata-se de um breve apanhado de algumas concepções sobre o tempo figuradas pelo cinema e sua contribuição para pensarmos o tema do eterno retorno.

 

Waldir Cauvilla (EDF FE USP)

Algumas reflexões sobre a história no cinema

 

 

Mediação: Paulo Henrique Fernandes Silveira (EDM FE USP)

 

 

 

 

20h20-22h20 - Pensando com o Cinema 2

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)

 

Elaine Cristine Sartorelli (DLCV FFLCH USP)

Cinema, invenção e permanência da Antiguidade clássica

Resumo: esta comunicação tem como objetivo apresentar e comentar cenas de alguns filmes que recriam narrativas da Antiguidade clássica em contextos atuais, como Um Olhar a Cada Dia, de Theos Angeloupoulos, e O Desprezo, de Godard, entre outros. Assim, discutiremos questões relativas à imitação e à recepção.

 

Mediação: Kimi Tomizaki (EDF FE USP)

 

 

 

 

 

Quarta-feira, 27 .04

 

10h-12h30 - Sessões de Comunicações Livres

 

 

 

 

14h-16h - Pensando com o Cinema 3

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Adriano Scatolin (DLCV FFLCH USP)

Cícero e o(s) outro(s)

Resumo: a palestra fará um paralelo entre a maneira como o orador Cícero apresenta o(s) outro(s) em seus discursos e o modo como o outro tem sido modernamente apresentado em registros visuais.

 

Mediação: Ana Luiza Costa (EDF FE USP)

 

 

 

 

14h-16h -  Pensando com o Cinema 4

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)

 

Marcos Ferreira-Santos (EDA FE USP)

O assassinato de Hipátia ou quando o Outro deve morrer

Resumo: trechos do filme: "Ágora", direção Alejandro Amenábar, 2009. A discussão será a partir da compreensão do assassinato da filósofa, Hipátia (370-415 d.C.), como emblemático do fim da Antiguidade Clássica e das possibilidades de relação com o Outro, sobretudo, como aprendizagem e hibridismo. A partir de seu assassinato e a instauração de um poder hegemônico cristão, o Outro distinto, se não for "convertido", deve ser eliminado. Não apenas a hegemonia epistemológica, econômica, social, política e religiosa, mas sinaliza também o início da misoginia que atravessará toda a Idade Média chegando à contemporaneidade.
 

 

Mediação: Rogério de Almeida (EDA FE USP)

 

 

 

16h20-18h20

 

Minicursos e Oficinas 

 

e

 

Encontro aberto do Paideuma – Grupo de Estudos Clássicos e Educação da FE USP
(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Apresentação dos projetos e resultados de pesquisa
 

Bruno Drumond Mello Silva (Doutorando FE USP)

Meritocracia na República de Platão

Resumo: a finalidade da apresentação consiste em explorar alguns conceitos e problemas ligados à noção de mérito, avaliação e seleção, na 'República', procurando identificar possíveis contribuições da filosofia platônica para a

reflexão acerca de questões da educação contemporânea."

 

Carlos Eduardo Castanha (Mestrando FE USP)

A Noção de Transformação de Si pelo Outro em Freud e na Antiguidade Clássica

Resumo: reflexão sobre o tema da transformação de si pela intermediação do outro, buscando encontrar possíveis convergências e divergências entre o pensamento freudiano e o da antiguidade clássica.

 

Edson da Silva Afonso (Mestrando FE USP)
A Educação como “cuidado-da-alma” no Alcibíades I
Resumo: a virtude não é aprendida da mesma maneira que se dá a transmissão de um conteúdo pedagógico. Ela só pode

ser alcançada de outro modo: a partir de um exercício de si sobre si mesmo, de um cuidado da alma.
 

 

 

19h30-20h - Apresentação Musical

(Saguão Principal do 2º andar, Bloco B, FE USP)

 

Bruno Drumond (Doutorando FE USP)

Interlúdio Musical:

Españoleta - Gaspar Sanz
Estudo em Valsa nº1 - Nelson Piló
Mistress Winter's Jump - John Dowland
Choro em Am - Nelson Piló
Lágrima - Francisco Tárrega
Arrumação - Elomar Figueira Melo

 

 


 

20h20-22h20 - Mesa Temática – Os Antigos como Estrangeiros

(Sala 116 - Bloco B)

 

Roberto Bolzani (Filosofia FFLCH USP)

Relações entre ética e política: Sócrates e Platão

Resumo: diferente do que ocorre na Modernidade e em nosso mundo contemporâneo, que separa de forma às vezes radical as reflexões ética e política, entre os gregos antigos essa distinção não deve ser feita com muita intensidade. Nossa exposição tentará mostrar com o pensamento socrático-platônico articulou de forma visceral as virtudes morais na vida do indivíduo e da cidade.
 

 

Carlos Eduardo de Oliveira (Filosofia FFLCH USP)

Alguns aspectos da teoria política na Idade Média: Tomás de Aquino e Guilherme de Ockham

 

 

Mediação: Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio (EDF FE USP)

 

 

 

 

20h20-22h20 - Mesa Temática – Estranhamento e Proximidade dos Mitos

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)

 

Eva Maria Migliavacca (IP USP)

A experiência emocional no encontro eu-outro: Mitologia Grega e Psicanálise, intersecções

Resumo: Psicanálise e Mitos Gregos compartilham uma área da experiência humana livre de limites temporais e geográficos. É nessa área que pretendo transitar.
 

 

Jaa Torrano (DLCV FFLCH USP)

Mitos e imagens míticas

Resumo: a dinâmica do pensamento mítico, os limites e alcance das imagens, a noção de “Deus(es)”, zonas cósmicas e graus de participação na Teogonia de Hesíodo.

 

Mediação: Rita de Cássia Gallego (EDM FE USP)

 

 

 

 

 

 

Quinta-feira, 28.04

 

10h-12h30 - Sessões de Comunicações Livres

 

 

 

14h-16h - Mesa Temática  – Amor e Sexo

(Biblioteca da FE USP - 2º andar)

 

Pedro Paulo Funari (UNICAMP)

Amor e sexualidade em Roma antiga

Resumo: a apresentação inicia-se com a perspectiva adotada, fundada em uma História social da ciência, que valoriza as transformações sociais que explicam as interpretações históricas e sociais. Com isso, relacionam-se os estudos clássicos ao imperialismo e ao nacionalismo e ao predomínio do estudo da tradição textual. As evidências materiais, por meio da Arqueologia e da História da Arte, passaram de informações complementares a fontes autônomas. Assim, o estudo da Antiguidade, em geral, e do amor e da sexualidade, em particular, foi muito alterado pela inclusão da teoria social e das fontes não literárias. O estudo de caso da sexualidade mostra bem isso.
 

 

Rafael Brunhara (UFRGS)

O código do amante: Poesia pederástica e Paideia na Grécia arcaica 

Resumo: a partir da apresentação e leitura de poemas eróticos gregos, mormente de Teógnis de Mégara (séc. VI a.C), a presente comunicação pretende traçar um panorama da poesia pederástica grega arcaica (séc.VII-V a.C.) de modo a evidenciar nela a representação, em nível interpessoal, dos mesmos códigos que norteavam a vida na pólis. Nesse sentido, pretende-se mostrar que a poesia homoerótica grega revelava primeiramente um papel formativo e uma dimensão prática para a futura vida política do jovem grego.

 

Mediação: Maria Ângela Borges Salvadori (EDF FE USP)

 

 

 

 

14h-16h - Mesa Temática – Da (in)utilidade dos Estudos Clássicos para a Educação

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)  

 

Mário Miranda (Filosofia FFLCH USP)

Historicismo, contexto histórico e textualismo: existem problemas perenes em história da filosofia?

Resumo: nossa época tende a nos estimular a adotar noções que frequentemente se revestem de características dogmáticas, como Progresso e Racionalidade do processo histórico, que parecem se opor às concepções clássicas como a existência de problemas perenes em filosofia. Poderiam tais crenças se tornar obstáculos, para um contato enriquecedor com os clássicos?

 

Breno Batisttin Sebastiani (DLCV FFLCH USP)

O golpe contra a democracia ateniense em 411

Resumo: a narrativa de Tucídides sobre o golpe oligárquico de 411 denuncia três de suas manobras paradigmáticas (eliminação de líderes democráticos, manipulação de instituições e opinião pública, promoção de desconfiança e desesperança) e aponta meios de resistência (marinheiros em Samos). A discussão retomará a famosa afirmação do historiador sobre a valia perene do conteúdo da obra.
 

 

Mediação: Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio (EDF FE USP)

 

 

 

16h20-18h20 - Mini-cursos, Oficinas

 

 

 

19h30-20h - Apresentação Musical

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)  

 

Marcos Ferreira-Santos (EDA FE USP)

Catástrofe: flautas entre a Grécia e os Andes

Apresentação musical de flautas andinas (tarka, quena e antara) e suas relações com

as flautas gregas clássicas (aulos e syrinx), seus mitos de origem e sonoridade.

 

 

 

20h20-22h20 - Conferência de Encerramento

(Lab_Arte - sala 130, Bloco B, FE USP)  

 

Anderson Zalewski Vargas (UFRGS)

A Antiguidade na composição d'Outro Sertanejo como vítima da civilização

Resumo: para muitos brasileiros do início do século XX, o povo brasileiro era um obstáculo a ser removido ou transformado para que a civilização realizasse seu destino purificador. Na obra de Euclides da Cunha, contudo, o “Sertanejo” é caracterizado de forma sui generis, como vítima da marcha civilizatória. Elaborado em tempos de predominante formação retórica, Os sertões está repleto de recursos do bem escrever e do bem persuadir, de imagens elaboradas a partir da visão particular de seu autor sobre a Antiguidade. O tema da exposição serão estas imagens que compõem tal peculiar figura d'Outro Sertanejo.

 

Mediação: Alessandra Carbonero Lima (EDF FE USP) e Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio (EDF FE USP)

 

 

 

 

 

Sexta-feira, 29.04

 

15h40 – Exercício Cênico

(Saguão do Afresco, 2º andar, Bloco B, FE USP)

 

Os Menecmos, de Plauto

com os alunos do primeiro ano de Pedagogia (FE USP - vespertino)

 

Direção: Carlos Castanha (Mestrando FE USP), Julia Antoun (Graduanda FE USP)

e André Vignola Zurawski (Graduando FE USP)

 

 

 

20h – Exercício Cênico

(Auditório da Escola de Aplicação da FEUSP)

 

As Bacantes, de Eurípides

com os alunos do primeiro ano de Pedagogia (FE USP - noturno)

 

Direção: Bruno Drumond (Doutorando – FE USP) e Aline Gama Vieira (Graduanda – FE USP)


 

Programação

Baixe aqui a programação em PDF

 

 

 

 

XIII Semana de Estudos Clássicos e Educação da FEUSP

 

Realização:

 

 

 

 

Paideuma - Grupo de Estudos Clássicos da FEUSP

 

Comissão Organizadora:

 

Gilda Naecia Maciel de Barros

Alessandra Carbonero Lima

Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio

Bruno Drumond

Carlos Castanha

Edson Afonso da Silva

 

Comissão Científica:

 

Ana Maria Guedes Ferreira – Universidade do Porto (Portugal)

Anderson Zalewski Vargas - Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Belmiro Fernandes Pereira - Universidade do Porto (Portugal)

Breno Sebastiani - Universidade de São Paulo

Bruno Bontempi - Universidade de São Paulo

Carlota Boto - Universidade de São Paulo

Carolina Olivares Chaves – UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México)

Elaine Sartorelli - Universidade de São Paulo

Fábio de Barros Silva - Universidade Federal de São João D'El-Rey

Gabriele Cornelli - UnB

Gerardo Ramírez Vidal – UNAM - (Universidade Nacional Autônoma do México)

Gilda Naecia Maciel de Barros - Universidade de São Paulo

Jaime Cordeiro - Universidade de São Paulo

Marcelo Vieira Fernandes - Universidade de São Paulo

Marcos Martinho - Universidade de São Paulo

Maria Cecília Coelho - Universidade Federal de Minas Gerais

Maria de Fátima Simões Francisco - Universidade de São Paulo

Roberto Bolzani - Universidade de São Paulo

Roni Cleber Dias Menezes - Universidade de São Paulo

 

Apoio:

 

Universidade de São Paulo - USP

Faculdade de Educação da USP - FEUSP

Departamento de Filosofia e Ciências da Educação - EDF-FEUSP

Comissão de Cultura e Extensão da FE USP - CCEx

Programa de Pós-Graduação - FEUSP

Biblioteca da FEUSP

Lab_Art - FEUSP